Pai diz que jovem está abalada por morte de quíntuplos: Chora sem parar

Carla Oliveira, 24, segue internada com quadro de saúde estável, em Goiânia. Bebês, que nasceram na 23ª semana de gestação, morreram após o parto e já foram enterrados.

A técnica de enfermagem Carla Divina Faria de Oliveira, de 24 anos, que deu à luz quíntuplos, em Goiânia, continua internada nesta segunda-feira (17) com quadro de saúde estável. Segundo os familiares, a mulher está arrasada com a morte dos cinco filhos, que nasceram na 23ª semana de gestação. “Ela está bem de saúde, se recuperando, mas está abalada com a morte dos bebês. Ela chora sem parar”, contou ao G1 o pai da jovem, Carlos Antônio Oliveira.

Segundo ele, ainda não há previsão de quando a filha deixará a Maternidade Amparo, na capital, onde ocorreu o parto na madrugada de sábado (15). “Os médicos ainda não nos disseram quando ela deve ir para casa, mas estamos na expectativa para que isso ocorra logo, pois o hospital gera muitas lembranças para a Carla e ela fica ainda mais triste. Esperamos que, em casa, as coisas sejam mais fáceis”, disse.

Carlos contou que um menino e uma menina morreram logo após o parto e as outras três meninas, no domingo (16). “Os médicos disseram que os bebês morreram porque nasceram muito prematuros, antes de completar seis meses. Eles já estavam formadinhos, mas ainda fracos”, contou.

De acordo com ele, o enterro dos quíntuplos foi realizado ainda no domingo, em Nerópolis, na Região Metropolitana da capital. “Preferimos fazer o enterro sem velório porque já é uma situação muito chata essa, muito triste”, relatou.

Parto

Carla estava internada desde a última segunda-feira (10), quando começou a sentir dores. Ela estava na 23ª semana de gestação e o objetivo era que ela conseguisse esperar mais algumas semanas até o nascimento dos bebês.

No entanto, na madrugada de sábado, ela deu à luz. Primeiro nasceram três dos quíntuplos de parto normal. Em seguida, foi necessária a realização de uma cesárea para tirar os outros dois.

Pouco tempo depois, uma das meninas morreu. Enquanto a família ainda buscava a transferência dos demais para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátricas, o menino também não resistiu. Assim, as outras três meninas chegaram a ser transferidas de hospital para receber os devidos cuidados, mas também morreram.

Avó das crianças, Cirlene Faria Tavares de Oliveira contou que cada um dos recém-nascidos pesava cerca de 500 gramas. “Ela [Carla] estava em repouso absoluto para conseguir manter a gravidez por mais algumas semanas, mas infelizmente não deu”, lamentou.

Gestação natural

Carla e o marido, o encanador industrial Luciano Gomes, de 39 anos, moram em Nerópolis. A gestação de quíntuplos ocorreu de forma natural pouco mais de um ano após perder filhos gêmeos logo após o parto.

De acordo com uma das teorias mais tradicionais para se calcular a probabilidade de nascimentos múltiplos, conhecida como “Lei de Hellin”, a chance de nascerem quíntuplos a partir de gestações naturais é de 1 a cada 65.610.000 de nascimentos.

Especialista em gravidez de alto risco, o obstetra Francisco Lobo, que acompanhou Carla, afirma que o caso era “raríssimo”. “Não conheço nenhuma gestação semelhante que tenha ocorrido assim, de forma natural. Normalmente até pode ocorrer em situações em que houve tratamento ou foi feita a inseminação artificial. Mas assim, naturalmente, nunca tinha ouvido falar antes”, disse.

Logo depois de descobrir que esperava quatro meninas e um menino, Carla revelou ao G1 quais tinham sido os nomes escolhidos: Allana, Emanuelly, Gabrielly, Giovanna e Arthur Lucas.

g1

17/04/2017

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