Jornalista se surpreende com o resultado do cogumelo que ”induzir orgasmos femininos”

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Você certamente já deve ter visto pela internet notícias sobre um suposto cogumelo, que de acordo com tradições havaianas, é capaz de induzir orgasmos instantâneos em mulheres.

A descoberta de fato foi relatada em um estudo realizado pelos cientistas John C. Holliday e Noah Soule, publicado pelo Journal of Medicinal Mushrooms. No entanto, a pesquisa ainda é considerada controversa, por ter sido feita de forma observacional e superficial, já que envolveu um número muito pequeno de amostra e apenas 16 voluntárias.

Contudo, para verificar a eficácia do fungo, a jornalista Christie Wilcox, da Discovey Magazine, decidiu que sairia em busca dele para cheirá-lo. Assim, ela relatou toda sua experiência em reportagem para a revista.

O trabalho dos cientistas não está mais disponível online, mas você pode encontrar mais informações sobre ele nesta matéria publicada pelo JC em janeiro deste ano.

Basicamente, os cientistas ouviram os rumores sobre um fungo, do gênero Dictyophora, que poderia causar orgasmos espontâneos em mulheres, e então, saíram à procura. Particularmente difíceis de serem encontrados, eles crescem apenas em fluxos de lavas de 600 a 1.000 anos de idade, em regiões tropicais do sul da Ásia, África, Américas e Austrália.

Segundo o estudo, o odor testado em voluntárias mostrou ser significante apenas em algumas mulheres. Quase a metade delas alegou ter orgasmos espontâneos na presença do cheiro fétido do cogumelo.

Para começar sua jornada em busca do fungo, Wilcox entrou em contato com um dos cientistas responsáveis, John Holliday. No entanto, ele não se dispôs a revelar muitas informações sobre o tinha acontecido nos 15 anos seguidos a pesquisa, afirmando vagamente que não queria se envolver com o assunto por motivos “comerciais e científicos”.

No entanto, ele contou à jornalista como encontrou o cogumelo e lhe explicou as dificuldades que teve de enfrentar. Segundo ele, a principal delas estava no fato de que o fungo tem uma vida muito curta, de quatro a seis horas. Ainda, ele só pode ser encontrado em ambientes hostis, cercado por água salgada e pedras vulcânicas quentes.

Holliday revelou que soube do cogumelo por acaso, enquanto esperava para ser atendido em uma clínica no Havaí. Ao conversar com uma funcionária, ela lhe contou onde a espécie poderia ser encontrada: embaixo das arvores Albizia ou Casuarina.

Com essas informações, Wilcox e seu namorado Jake Buehler começaram as buscas, mas com um prazo de apenas quatro dias para encontrá-lo. Com sorte, o casal conseguiu avistá-lo logo no primeiro dia, em meio ao Parque Estadual de Lava Tree. Segundo conta, ela cheirou e em seguida foi surpreendida ao cair para trás sentindo ânsia de vômito. “Foi o pior cheiro que já passou pelas minhas narinas”, escreveu. “Se tivesse que lhe dar um nome, o mais próximo que isso seria sêmen. Mas, não fresco, e sim uma versão fermentada ou em decomposição”. Ela ainda afirmou que sequer verificou qualquer evidência de orgasmos.

Ainda, ao entrevistar alguns locais para compor a reportagem, a jornalista descobriu que quase ninguém acreditava na história no cogumelo afrodisíaco. Assim, ela e Buehler deixaram o Havaí desapontados, porque, mais uma vez, a lenda do fungo foi desacreditada.

jornalciencia

18/10/16

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