Após normatização: carteira de habilitação em Alagoas pode custar quase R$ 3 mil

Dinheiro arrecadado pelo Detran Alagoas vai para Segurança Pública.

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Em ‘tempos de crise’ e ocupando a última colocação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as metrópoles brasileiras, a capital alagoana em nada lembra os números negativos quando o assunto são as taxas impostas aos consumidores. O setor de transportes figura como um dos segmentos mais caros e menos satisfatórios aos maceioenses. A divulgação da nova tabela de valores das CNHs em Alagoas deve endossar esta insatisfação e mexer ainda mais no bolso do consumidor.

A emissão de uma Carteira Nacional de Habilitação em terras alagoanas beirará o valor de R$ 3 mil. O valor foi divulgado pelo site oficial do Governo Estadual. Os interessados em uma CNH na categoria AB deverão desembolsar o valor mínimo de R$ 2.015,71 e – segundo acordo firmado entre o Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) e representantes dos Centros de Formação de Condutores (CFC’s) – esse valor pode alcançar o teto de R$ R$ 2.858,48. O valor é maior do que três vezes o reajustado salário mínimo do Brasil que vigora desde o primeiro dia do ano e foi fixado em exatos R$ 880,00.

Segundo assessoria do Sindicato dos CFCs, as autoescolas deverão embolsar entre R$ 1.741,35 e R$ 2.384,56 do valor total da categoria AB, ficando o restante do montante nas mãos do Detran.

A nova tabela divulgada pelo governo também aponta os valores das CNHs categorias A e B. Para aqueles que pretendem pilotar motocicletas, o valor do documento oficial deve variar entre R$ 1.030,67 e R$ 1.612,82. Deste valor, os Centros de Formação embolsam entre R$ 756,31 e 1.338,90. Já os postulantes à categoria B deverão se preparar para desembolsar no mínimo R$ 1.532,11. O ‘livre mercado’ permitirá aos Centros de Formação de Condutores cobrar até R$ R$ 2.163,08 pelo mesmo documento. Do valor total da categoria B, os CFCs ficam com valores que variam entre R$ 1.258,19 e R$ 1.889,16.

O consumidor que não tiver condições de assumir os valores e optar pelo transporte público pagará a tarifa mais cara do Brasil por quilômetro rodado. Depois da aguardada licitação dos transportes coletivos públicos, a passagem dos ônibus urbanos em Maceió subiu de R$ 2,75 para R$ 3,15. Um acréscimo de mais de 14%, valor fixado acima do teto da inflação.

Outro público, o dos consumidores que já possuem CNH e não usam transporte público, continua ‘perseguido’ pelas elevadas tarifas. Em Maceió, o preço médio da gasolina chega aos encorpados R$ 4,00.

Aos que usam trens resta o alívio de que as passagens, pelo menos por enquanto, continuam fixadas nos mesmo R$ 0,50. O problema é que o setor ferroviário atende muito mais à população da região metropolitana do que da capital. As ferrovias não cortam os principais bairros e centros urbanos da cidade. O mesmo acontece com as ciclovias e ciclofaixas, que – além de escassas – as poucas que existem estão em péssimo estado de conservação.

ALE x Detran x Segurança Pública
Vale lembrar que em setembro de 2015, a Assembleia Legislativa do Estado  aprovou projeto de lei encaminhado à Casa pelo governador Renan Filho (PMDB) que destina o Superávit do Detran, cerca de R$ 72 milhões, para a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o que na prática significa que o alto valor pago pelos cidadãos no segmento de transporte deverá ser destinado para outro setor, o da Segurança.

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Alagoas24horas

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